a vida vai passando e não nos damos conta que enquanto ela passa agente vai crescendo a cada dia mais, e quando olhamos fotografias antigas lembramos de momentos que passamos, muitas vezes momentos que não lembramos, fotos que nem imaginávamos que ainda existiam, como meu irmão falo hoje "essa foto é de quando ela ainda sorria", eu acho que ainda sorrio, poucas vezes mais sorrio, não da pra rir de tudo nê, mais isso me fez pensar um pouco de como estou hoje em dia, será que estou tão amarga assim? ao ponto de não ser mais a Ana Priscila de antes, de não ser mais divertida, de não trazer mais alegria, de não saber se comunicar com as pessoas como antes. Será mesmo que eu mudei tanto? que quando as amigas da minha mãe falavam "essa tua menina cresceu e mudo tanto, ta tão azeda não é como antes" será mesmo que isso será ou já esta sendo verdade? a vida muda e as pessoas também só não se mudei tanto assim, porque se mudei, esse meu eu de agora não é tão bom assim como eu pensava, ser odiada muitas vezes não faz diferença, mais ser amada faz uma diferença danada na vida, como viver sem amor? e sem alguém te amando? . Fiquei pensando.... como as pessoas me aguentam, como meu NAMORIDO me aguenta, se sou tão amarga assim. como conviver com uma pessoa que não sorrir? Será mesmo que mudei tanto assim?

Nós mudamos, nos amadurecemos, ficamos mais fechados. Quando ficamos mais velhos sabemos diferenciar os momentos, e entendemos os momentos de rimos, dar gargalhadas... Temos nossos momentos bons e ruins, temos uma bagagem maior e as vezes ficamos cansados com essas loucuras da vida. Mas somos os mesmos ñ mudamos nada por dentro, continuamos sendo a mesma pessoa.
ResponderExcluirConfesso que ela é assim. Muda. Calada. Apática. Sem sinais óbvios de linguagem. Nem mesmo corporais. Não é que ela não soubesse. Ela apenas não queria. Quem é que a julgaria por esse simples detalhe? Se ninguém notasse, então nada mudaria. Se ninguém a visse então ninguém notaria. Havia tantos ninguéns. Havia tanta coisa subentendida em olhares perdidos e secos. Havia sintomas de saudades impressos em tintas coloridas e brilhantes que enfeitavam salas sem visitas. Atuações. Charme. Obsessão. Ela era um pedaço de céu azul em uma tarde cinza. Ou seria o contrário? Apenas uma estrangeira em terra amada. Terra nascida. Uma estrangeira por natureza. Por incompatibilidade sanguínea. Por escolha própria. Por vida própria. Seu estrangeiro era o mundo lá fora. Ondas cerebrais de pássaros cantantes. Notas musicais sem cor e sem riso. Pátria de ninguém, só para variar. Tão clichê, pensou. E tão real.
ResponderExcluirEstava cada vez mais arisca.
E não é que o coração estivesse machucado, mas a paciência havia ido embora, o sorriso continuava,porém,ninguém precisava vê-lo além dela própria!